II
ENCONTRO INTERINSTITUCIONAL DE ATENDIMENTO PSICOLÓGICO À
QUEIXA ESCOLAR
Carla
Biancha Angelucci Centro
Universitário UniCapital
É
preciso convocar a memória do passado para reencontrarmos
os projetos que traçamos e olharmos os caminhos que percorremos,
o lugar a que chegamos. Afinal, hoje, já sabemos da diferença
entre nossos sonhos de progresso, calcados no desenvolvimento científico,
e o mundo que pudemos construir.
Desde os anos 80, a Psicologia Escolar/Educacional, dialogando com
as críticas realizadas por diversas áreas do conhecimento
– como, por exemplo, as ciências sociais e a filosofia
–, tem criado outras formas de compreensão dos processos
de produção das queixas escolares. Este movimento
redundou na elaboração de novas práticas de
intervenção realizadas em clínicas-escola de
Psicologia e demais equipamentos de atenção em saúde
mental. Práticas que consideram o homem como ser social,
que, ao mesmo tempo constitui relações grupais, cria
instituições... assim como é constituído
por elas. Daí a necessidade de voltarmos nossa atenção
também para a contribuição das dinâmicas
institucionais e os processos de socialização que
delas decorrem para que possamos compreender a complexa rede que
tece cotidianamente a queixa escolar.
Se avanços no campo da intervenção psicológica
são inegáveis, também é inegável
a urgência de considerarmos a hegemonia de práticas
de atendimento ainda ligadas a uma abordagem tradicional de diagnóstico
e terapia, que abstraem o homem de sua própria história,
de sua essência social.
Muitas vezes, os psicólogos em formação são
convidados a fazer a seguinte distinção: a consideração
de aspectos institucionais, sociais, é necessária
na realização de intervenções em “instituições”,
sendo este referencial menos importante – ou até mesmo
desnecessário – quando da realização
de atendimentos “clínicos”. Diante desta realidade
bastante comum nos cursos de Psicologia, instauram-se algumas perguntas:
- O aporte teórico utilizado para compreender o fenômeno
da queixa escolar, então, deve mudar em função
do locus intervenção, do lugar onde ela se dá?
- Como construir intervenções que rompam com a aparente
dicotomia indivíduo-sociedade, considerando, isto sim, sua
mútua constituição?
Para
debater estas e outras tantas questões é que se tem
organizado anualmente o Encontro Interinstitucional de Atendimento
Psicológico à Queixa Escolar.
Fruto
do trabalho coletivo de docentes de diversas instituições
de ensino superior de Psicologia (Mackenzie, PUC, UniA; UniCapital;
UniCSul; UNIP; Universidade São Judas Tadeu; USP), que se
reuniram periodicamente ao longo de um ano, em uma experiência
de gestão compartilhada do trabalho, organizou-se o
II Encontro, ocorrido nos dias 1 e 2 de abril de 2005 na
Universidade Presbiteriana Mackenzie, e que contou com as seguintes
atividades:
Comissão
Organizadora |
-Alacir Cruces (UniA) -Beatriz
de Paula Souza (IPU-SP)
-Carla Biancha Angelucci (UniCapital)
-Fátima
Regina Pires (PUC-SP)
-Leandro A. R. dos Santos (UniA)
-Luís
A.G. Lima (São Judas Tadeu)
-Maria Amália Rangel
-Maria Teresa Campos (UnicSul)
-Marilene Proença(IPU-SP)
-Nelson Passagem Vieira (UniCapital)
-Roberto Salazar (UnicSul)
-Roseli Fernandes Caldas (Mackenzie e UNIP)
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